25 coisas para o fã de futebol fazer antes de morrer

Novembro 12, 2009 por Baby

No dia 30 de outubro, lendo o site do Terra na seção de esportes, como faço diariamente, encontrei esta matéria curiosa de Dassler Marques onde eram enumeradas as ‘25 coisas para o fã de futebol fazer antes de morrer’. Achei super interessante e concordei com várias ‘coisas’ que eu já vi, não fiz, mas gostaria de fazer. Para fãs moderados, médios e completamente fanáticos existem diversas opções viáveis e algumas um tanto doidas, mas que com certeza já passaram pela cabeça de vários admiradores do futebol brasileiro. Vale a pena conferir, e quem sabe até se programar… Eu preparei a minha lista…hehe!

PARA UM FÃ MODERADO:

Visitar Pelotas em dia de clássico Bra-Pel. Há quem garanta se tratar da mais ferrenha rivalidade do Brasil, superando até o sempre tenso clima de Gre-Nal. No interior gaúcho, o Bra-Pel não é questão de vida ou morte. É muito mais que isso.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Ir ao Mineirão e degustar um tropeiro. Vários estádios brasileiros têm seus pratos típicos, como o sanduíche de pernil paulistano, mas poucos são tão imperdíveis quanto o tropeiro de Belo Horizonte, especialmente em dia de Cruzeiro e Atlético-MG. Vale ainda correr pelas longas arquibancadas do Mineirão.

tropeiro mineirão

Foto: Futura Press

Passar pelo Viajandão e ver Romário, Edmundo ou Renato Gaúcho jogando futevôlei. Passar por ali em um dia de sol e não ver um famoso presente é um tremendo azar. Refúgio certo de boleiros, o Viajandão é o típico cenário peculiar ao carioca.

Frequentar o Canindé em dia de Festa Junina da Portuguesa. Se há algum evento em que a comunidade lusitana se encontra, este é um deles. É possível se aquecer com um quentão, comer boas comidas típicas e ainda se interar mais sobre o cotidiano da Portuguesa.

Conversar sobre o passado com o jornalista Luiz Mendes. Qual brasileiro viu o mágico Puskas de perto? Acompanhou e narrou o Maracanazo? Mendes, o comentarista da palavra fácil, tem 85 anos de vida e um arsenal invejável de grandes histórias a serem contadas.

luiz mendes

Foto: Futura Press

Entoar o hino cômico do XV de Piracicaba. O interior paulista é rico em torcidas fanáticas, engraçadas e peculiares. Uma delas é a do popular Nhô Quim, que tem uma música impagável e recheada de ironia caipira. “Carxara de forfe, carcanha de grilo, asara de barata e suvaco de cobra…”.

Se infiltrar na Turma do Amendoim no Palestra Itália. Assim batizada por Felipão, a numerada do estádio do Palmeiras é espaço fácil para torcedores fanáticos, engraçados e radicalmente corneteiros. A bucha fica para o treinador palmeirense.

Frequentar o Museu do Futebol no Pacaembu. Uma viagem do passado ao futuro, com a energia de torcidas, quadros históricos, narrações memoráveis e um sem fim de referências imperdíveis para quem gosta e até quem não gosta do esporte mais popular do mundo.

museu do futebol

Foto: Futura Press

PARA UM FÃ MÉDIO:

Pegar condução lotada com torcedores de seu time. Seja de trem, ônibus ou metrô, a experiência desafia os limites do conforto, mas é pura adrenalina. A caminho do estádio, a sensação é de que você já está no meio da arquibancada.

Pegar condução lotada com torcedores de outro time. Tão desconfortável quanto e, para piorar, você ainda não pode ser descoberto. A sensação é de que está cometendo um grave crime contra o “código de ética” do futebol.

condução torcida rival

Foto: divulgação

Assistir a um jogo grudado no alambrado e xingar o bandeirinha por todo o tempo. Não seria nada lá politicamente correto, não fosse algo inerente ao futebol, que normalmente desafia o politicamente correto. Em um dia de fúria, você se sentirá muito mais leve após a partida, independente do resultado final do jogo.

Vestir uma máscara ou fantasia nas arquibancadas do Maracanã. É verdade que a casa dos Geraldinos, a geral, não existe mais. Ainda assim, a ironia dos torcedores cariocas se faz presente em qualquer partida. Se sentir um deles é uma experiência imperdível.

máscaras maracanã

Foto: Futura Press

Jogar pó de arroz com a torcida do Fluminense. Parece neblina, mas é a torcida tricolor enchendo o Maracanã com pó de arroz. A sinergia do gesto, mistura às arquibancadas pintadas por branco, verde e grená, provoca uma atmosfera inesquecível.

pó de arroz

Foto: Futura Press

Comprar sua própria corneta e assoprá-la durante um jogo no Machadão. Os estádios do Norte e do Nordeste são dos mais barulhentos e a mais famosa arena potiguar não fica atrás nem um pouco das vuvuzelas sul-africanas. Se infiltrar nesse ritual é indispensável.

Acompanhar a torcida do Sport em um “cazá cazá”. Os vascaínos reivindicam a autoria do grito, mas os rubro-negros pernambucanos é que realmente o incorporaram com uma vibração ímpar.

cazá

Foto: Futura Press

Ir até Caxias do Sul e assistir a um jogo do Juventude no meio da neblina. Um dos estádios mais gelados do Brasil, o Alfredo Jaconi proporciona situações que parecem se repetir, como o volante Lauro em campo, o técnico Ivo Wortmann no banco e partidas em que o time da casa vence por 1 a 0 com um gol de cabeça aos 35min do segundo tempo.

PARA UM COMPLETAMENTE FANÁTICO: 

Acompanhar a geral do Grêmio e descer as arquibancadas correndo depois de um gol. Requer uma certa coragem e habilidades atléticas razoáveis, mas a prática trazida das populares barras argentinas é o que há de mais vibrante para ser feito em uma arquibancada.

avalanche grêmio

Foto: Alexandre Alliatti/globoesporte.com

Completar um álbum de figurinhas de futebol sem fazer encomendas pelo correio. Só quem juntou um álbum e colou a última figurinha sabe o verdadeiro significado da palavra felicidade. Ainda mais se o fã conseguir seus últimos cromos com uma pitada de sorte, trocando-os com amigos ou mesmo desconhecidos.

figurinhas

Foto: divulgação

Subir o túnel de acesso ao gramado antes de um grande clássico com os jogadores do seu time. Se há algumas experiências que fazem o coração subir até a garganta, essa é uma delas. As arquibancadas tremendo com o pulo da torcida e você, um pobre mortal, passando ali abaixo.

Ser coberto por um bandeirão de torcida organizada. É o momento em que você possivelmente mais se sentirá realizado como torcedor de futebol, mais um entre todos aqueles malucos que, embaixo do pano, não assistem ao próprio show.

bandeirão

Foto: Marcos Riboli/globoesporte.com

Cortar o cabelo na barbearia do Seu Didi, cabelereiro do Pelé. Você pode ter a sorte de encontrar o Rei do Futebol mas, no fim das contas, há muitos outros ex-jogadores santistas que param para cortar o cabelo no salão em frente à Vila Belmiro. O personagem principal, naturalmente, é um grande contador de histórias.

Subir em uma árvore, laje, morro ou prédio e ver um jogo qualquer de forma “clandestina”. É mais uma daquelas experiências politicamente incorretas, mas bastante normais do futebol. Além de ver a partida de um ângulo novo, você irá economizar o dinheiro do ingresso e viver uma tarde ou noite de aventura.

clandestino

Foto: divulgação

Conhecer o time de índios que disputa a segunda divisão do Campeonato Paraense. Se você mora no Centro-Oeste, no Sudeste ou ainda no Sul, precisará viajar um bocado para conhecer o Gavião Kyikategê, equipe formada e dirigida por índios que treinam carregando toras de madeira.

índios

Foto: Futura Press

Viajar no mesmo avião em que estão os jogadores de seu time. Nas alturas e, se possível, viajando para o exterior, você poderá conhecer a intimidade dos ídolos, tirar fotos ou até cobrar o gol perdido no último jogo.

Se quiser, confira a máteria do Terra clicando no link abaixo:

http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI3991806-EI1834,00.html

O Brasil tá na moda: a casa do esporte mundial é aqui!

Outubro 8, 2009 por Baby

Pois é, a saudade quando bate não tem jeito. Depois de tanto tempo consegui arranjar um tempo (mas um bom tempo mesmo) pra voltar aqui e colocar o cérebro e os dedos pra trabalhar novamente. Será que é isso que chamam de ócio criativo então? hehe!

Mas o motivo pra voltar agora é mais do que justo. Nós brasileiros estamos vivendo não só um momento histórico como um momento que provavelmente seja único, digamos que por uns vários anos. Provavelmente só meus netos vivenciarão isso novamente. Se for.

Em outubro de 2007 o Brasil já havia sido confirmado como a próxima sede para a Copa do Mundo em 2014. Uma grande conquista depois de mais de meio século desde a última vez que o evento passou por terras tupiniquins. Dois anos depois, no mesmo mês, o Rio de Janeiro acaba de garantir o direito de sediar, pela primeira vez no continente sul-americano, os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Tudo isso depois de ter sido a casa dos Jogos Pan-Americanos também em 2007. É… O século XXI está começando muito bem para o nosso país.

Brasil sediará os maiores eventos esportivos do mundo

Brasil sediará os maiores eventos esportivos do mundo

A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 colocarão o Brasil definitivamente no mapa do mundo moderno, em termos políticos e sociais. Infelizmente, muitas pessoas não veem toda esta celebração e alegria com bons olhos. Até porque verdade seja dita, os gastos serão altos (certamente mais altos do que o previsto), muitas obras públicas e serviços dos nossos bairros e cidades serão deixados de lado, atrasados ou pior, cancelados. Ainda não teremos investimento suficiente em segurança e saúde, os servidores continuarão lutando por melhorias salariais, por isso mais greves virão, os impostos continuarão aumentando, e aquelas promessas feitas em tempos eleitorais, pois é, continuarão só sendo promessas mesmo. Só não podemos esquecer que os problemas nunca param de aparecer e crescer, se é assim na casa da gente, porque seria diferente em um país inteiro, com milhões de pessoas.

Eu vejo tudo isso de forma positiva. Mas claro que minha justificativa não se resume só a uma questão de positivismo ou puro patriotismo (não que eu descarte isso também). É sim uma questão de realidade mesmo. Vejamos pelo lado prático então. No caso da Copa por exemplo, onde diversas capitais e cidades vizinhas serão beneficiadas. Cidades estas onde normalmente o fluxo de habitantes é maior e o centro da economia do Estado se concentra, ou seja, a demanda de necessidades e até mesmo de problemas a serem resolvidos é maior. Tanto na Copa quanto nas Olimpíadas, estradas serão ampliadas, outras novas serão criadas, amenizando o problema do trânsito e contribuindo para diminuir a quantidade de poluição causada também por engarrafamentos hoje cada vez mais frequentes. O transporte público vai se modernizar, aumentando igualmente o número de ônibus nas ruas, as linhas de metrôs serão expandidas, portanto menos superlotação e claro, menos poluição. Novos hotéis serão construídos e reformados e por consequência novos empregos serão gerados, dando oportunidade pra tanta gente que tá precisando. Sem deixar de mencionar que o esporte é um agente socializador, que incentiva crianças e jovens de todas as classes, especialmente os mais carentes, a estudar e se profissionalizar como novos atletas do futuro, quem sabe.  

Anúncio da sede da Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016

Anúncio da sede da Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016

Nós não só teremos melhorias visíveis em problemas práticos que o país enfrenta hoje, como a longo prazo o dinheiro público poderá ser direcionado para setores que careçam mais. Até porque tanto a saúde, quanto a segurança e a educação sempre necessitarão de uma maior atenção e um constante investimento, independente de qualquer coisa. Junto com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos um legado será deixado, e não só para os brasileiros, mas para o mundo que passará a ver o país como a potência que hoje ele já é.

Por isso é hora do nosso governo realmente apostar e investir, sem esbanjar porque estaremos de olho. Investir não só em estrutura, mas principalmente em pessoas, em atletas e equipes porque é hora também de mostrarmos que somos uma potência de talentos. Tem muita gente boa por aí sem patrocínio, sem clube, sem dinheiro pra comprar um tênis ou um uniforme, só esperando uma chance, uma oportunidade  de aparecer. Afinal de contas temos que fazer bonito, porque esta história de “importante é participar” ficou nos tempos de escola, né.  Temos sim talento para vencer, e só acreditar nisso não basta, tem que investir pesado. E tempo pra isso temos de sobra.

“O tempo urge e a Sapucaí é grande!”  

copa e olimpíadas 3

PARABÉNS BRASIL, A NOSSA HORA CHEGOU! VAMOS ARRASAR!!!  :)

Os melhores do futebol em 2008

Dezembro 12, 2008 por Baby
O Prêmio Craque Brasileirão e a Bola de Prata da Revista Placar premiaram na última semana os destaques do Campeonato Brasileiro, jogadores, técnicos e clubes que elevaram o nível e a dificuldade da competição neste ano de 2008.

O Prêmio Craque Brasileirão, transmitido pelo canal pago da Globo, SporTV, é um troféu que foi criado em 2005 numa parceria entre a rede de televisão e a Confederação Brasileira de Futebol para ser a premiação oficial para os jogadores que disputam o Campeonato Brasileiro.  Um colégio eleitoral formado por jogadores, técnicos, jornalistas e ex-jogadores votam em jogadores que atuaram por clubes do país naquele ano. Os três mais votados em cada posição são declarados finalistas, bem como os três técnicos e os três árbitros mais votados. Entre algumas escolhas, que ao meu ver foram injustas - casos como as colocações dos candidatos Réver e o técnico Celso Roth do Grêmio, Guinãzu e Nilmar do Inter e Ibson do Flamengo – a maioria dos vencedores teve seu desempenho e talento reconhecidos e merecidamente premiados.

Hernanes e Thiago Silva foram os únicos jogadores a vencer em duas categorias (foto Editoria de Arte/globoesporte.com)

Hernanes e Thiago Silva foram os únicos jogadores a vencer em duas categorias (foto Editoria de Arte/globoesporte.com)

Com um caráter menos oficial, o Bola de Prata é uma premiação anual do futebol brasileiro, criada em 1970 pela revista Placar e mantida até hoje, para os melhores jogadores do Brasileirão. Todos os jogos são assistidos por jornalistas da Placar, sempre nos estádios, e atribuem notas de 0 a 10 aos jogadores. Ao final do campeonato, são premiados os jogadores com as melhores médias, por posição. A melhor média de todas leva a Bola de Ouro. Este ano o vencedor do grande prêmio foi o goleiro do hexa são-paulino, Rogério Ceni.

Rogério Ceni (foto Ivo Gonzalez)

Bola de Ouro: Rogério Ceni (foto Ivo Gonzalez)

Confira agora a lista com os vencedores de cada premiação:

PRÊMIO CRAQUE BRASILEIRÃO

Goleiro:
1º Victor (Grêmio) 
2º Rogério Ceni (São Paulo)
3º Marcos (Palmeiras)

Lateral-direito:  
1º Leo Moura (Flamengo)
2º Vitor (Goiás)
3º Elder Granja (Palmeiras)

Zagueiro pela direita:
1º Thiago Silva (Fluminense)
2º André Dias (São Paulo) 
3º Fábio Luciano (Flamengo)

Zagueiro pela esquerda:
1º Miranda (São Paulo) 
2º Ronaldo Angelim (Flamengo)
3º Réver (Grêmio)

Lateral-esquerdo:
1º Juan (Flamengo) 
2º Leandro (Palmeiras)
3º Kleber (Santos)

Volante pela direita:
1º Hernanes (São Paulo) 
2º Rafael Carioca (Grêmio)
3º Pierre (Palmeiras)

Volante pela esquerda:
1º Ramires (Cruzeiro)
2º Guiñazu (Inter)
3º Diguinho (Botafogo)

Meia-direita:
1º Diego Souza (Palmeiras)
2º Tcheco (Grêmio)
3º Ibson (Flamengo)

Meia-esquerda:
1º Alex (Inter)
2º Wagner (Cruzeiro)
3º Lucio Flavio (Botafogo)

Primeiro atacante:
1º Kléber Pereira (Santos)
2º Guilherme (Cruzeiro)
3º Keirrison (Coritiba)

Segundo atacante:
1º Alex Mineiro (Palmeiras)
2º Nilmar (Inter)
3º Kléber (Palmeiras)

Treinador:
1º Muricy Ramalho (São Paulo)
2º Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)
3º Celso Roth (Grêmio)

Craque:
1º Hernanes (São Paulo)
2º Kléber Pereira (Santos) e Alex (Inter)

Craque da Galera:
1º Thiago Silva (Fluminense)
2º Juan (Flamengo)
3º Hernanes (São Paulo)

Revelação:
1º Keirrison (Coritiba)
2º Marquinhos (Vitória) e Jean (São Paulo)
 
Árbitro:
1º Leonardo Gaciba (RS)
2º Leandro Vuaden (RS)
3º Carlos Eugênio Simon (RS)

Seleção do Brasileirão 2008
Victor
Leo Moura
Thiago Silva
Miranda 
Juan
Hernanes
Ramires
Diego Souza 
Alex
Kléber Pereira
Alex Mineiro
Técnico: Muricy Ramalho

Muricy Ramalho, eleito o melhor técnico do Brasil por 4 vezes consecutivas (foto André Mourão)

Muricy Ramalho, eleito o melhor técnico do Brasil por 4 vezes consecutivas (foto André Mourão)

 BOLA DE PRATA - REVISTA PLACAR

Bola de Ouro
 Rogério Ceni (São Paulo)- Média: 6.21 – Jogos: 35
2°  André Dias (São Paulo): 6.2 –  32
3°  Victor (Grêmio): 6.17 –  38
4°  Ramires (Cruzeiro): 6.16 –  25
5°  Fábio (Cruzeiro): 6.13 – 38

Goleiro
1° Rogério Ceni (São Paulo): 6.21 - 35
2°  Victor (Grêmio): 6.17 - 38
3°  Fábio (Cruzeiro): 6.13 - 38
4°  Gallato (Atlético-PR): 6.06 –  31
5°  Marcos (Palmeiras): 6.05 - 37

Lateral-esquerdo
1° Juan (Flamengo): 6.12 – 33
2°  Jadílson (Cruzeiro): 5.79 – 21
3°  Jorge Wagner (São Paulo): 5.76 – 36
4°  Leandro (Palmeiras): 5.71 – 34
5°  Ricardinho (Coritiba): 5.68 - 36

Lateral-direito
1° Vítor (Goiás): 5.93 – 36
2°  Léo Moura (Flamengo): 5.87 - 35
3°  Ruy (Náutico): 5.78 - 27
4°  Nei (Atlético-PR): 5.76 – 17
5°  Thiaguinho (Botafogo): 5.6 - 24

Zagueiro
1° André Dias (São Paulo): 6.2 – 32
2°  Miranda (São Paulo): 6.07 - 23
3°  Thiago Silva (Fluminense): 5.95 - 20
4°  Réver (Grêmio): 5.93 – 35
5°  Fábio Luciano (Flamengo): 5.88 - 32

Volante
 Ramires (Cruzeiro): 6.16 – 25
2°  Hernanes (São Paulo): 6.13 - 24
3°  Guiñazú (Inter): 6.04 – 27
4°  Fabrício (Cruzeiro): 5.94 - 25
5°  Zé Luís (São Paulo): 5.93 – 29

Meia
1° Tcheco (Grêmio): 6.06- 25
2°  Wagner (Cruzeiro): 6.04 - 28
3°  Alex (Inter): 6.02 - 23
4°  Edno (Portuguesa): 6 - 36
5°  Lúcio Flávio (Botafogo): 5.99 - 34

Atacante
1° Borges (São Paulo): 6.13 - 27
°  Nilmar (Inter): 6.13 - 27
3° Kléber (Palmeiras): 6.08 – 30
°  Keirrison (Coritiba): 6.08 - 31
5° Dagoberto (São Paulo): 6.05 - 28

*** Veja mais sobre as premiações no site do Globo Esporte e Revista Placar. :)

Fonte: site Wikipédia

2008: São Paulo hexa do Brasileirão, Grêmio vice e Inter campeão sul-americano…

Dezembro 11, 2008 por Baby

Pois é… o segundo semestre de 2008 foi marcado por fortes emoções para o futebol brasileiro. Para o torcedor são-paulino que vibrou com a conquista do hexacampeonato brasileiro; Para o torcedor gremista que por muito pouco não comemorou o tri; E para o torcedor colorado que desta vez pintou de vermelho a América do Sul… Ah, claro, e sem esquecer também o início do ano, em que vimos o Sport garantir vaga na Libertadores 2009 vencendo a Copa do Brasil, e o Fluminense, vice-campeão da América, perdendo para a surpreendente equipe equatoriana, LDU.

* 2008 também foi um ano de muitas revelações entre os jogadores dos clubes brasileiros, com destaque principalmente àqueles que ocupam as posições mais complicadas e menos badaladas do futebol. Exemplos como o goleiro Vitor do Grêmio, zagueiros Thiago Silva do Fluminense, Réver do Grêmio, André Dias e Miranda do São Paulo, o lateral-esquerdo Juan do Flamengo, e os volantes Hernanes do São Paulo – escolhido o craque do Brasileirão pelos jornalistas e colegas de profissão – , Guiñazu do Inter, Rafael Carioca do Grêmio e Ramirez do Cruzeiro. 

Não bastasse ser hexacampeão, tem que ser 3 vezes consecutivas (foto Agência Lance)

Não bastasse ser hexacampeão, tinha que ser 3 vezes consecutivas (foto Agência Lance)

* Um ano em que a equipe do São Paulo mostrou mais uma vez sua supremacia no futebol nacional, não só com um ótimo elenco de jogadores e um técnico que comprova seu talento e eficiência por quatro vezes consecutivas (Muricy Ramalho),  mas também por se apresentar como um dos clubes mais bem organizados em termos de estrutura e gestão do Brasil, e porque não dizer, do mundo. Ao mesmo passo está o Inter, que com a conquista da Copa Sul-Americana no início do mês de dezembro, está no rol dos times com mais títulos internacionais, e em menos de dois anos, se tornou um dos clubes mais ricos e prestigiados do país.

Édinho, capitão do Internacional, e demais jogadores colorados celebram o titulo da Sul-Americana (AFP PHOTO/Jefferson Bernardes)

Édinho, capitão do Internacional, e demais jogadores colorados celebram o título da Sul-Americana (AFP PHOTO/Jefferson Bernardes)

* Mais um ano em que o Grêmio viu escapar entre os dedos a chance de retomar seu lugar como um dos times mais importantes do futebol mundial. Desde o final de 2005, quando voltou de forma heróica da Série B do Campeonato Brasileiro, o tricolor gaúcho vem tentando de forma insistente reconquistar a confiança e a crença de seus torcedores. Tanto que a partir de 2006, figura sempre entre os 6 melhores times do Brasileirão, além de ter vencido os Campeonatos Gaúchos de 2006 e 2007, e o vice da Libertadores, perdendo os jogos finais para o multicampeão Boca Juniors. Apesar do gosto amargo do 2º lugar no Brasileiro deste ano, depois de ter sido campeão do 1º turno e ficado 11 pontos à frente do São Paulo, o Grêmio tem se mostrado um time consistente, revelando todo ano ótimos jogadores. Com um elenco sem estrelas, e com a comprovada competência do técnico Celso Roth, o tricolor gaúcho garantiu seu lugar na Libertadores do ano que vem, e vê títulos como metas obrigatórias.

Com o vice-campeonato, Tcheco aplaude torcida na vitória de 2x0 sobre o Atlético-MG (foto Jefferson Botega)

Com o vice-campeonato, Tcheco aplaude a torcida na vitória de 2x0 sobre o Atlético-MG (foto Jefferson Botega)

* No próximo post, as listas dos vencedores do Prêmio Craque do Brasileirão e a Seleção da Bola de Prata da Revista Placar…

Recapitulando (parte final)… Saber perder, ou saber ganhar? Eis a questão…

Novembro 10, 2008 por Baby

(03/07/2008)

torcedores do tricolor carioca acreditaram na vitória (EFE Photo)

Fé: torcedores do tricolor carioca acreditaram na vitória (EFE Photo)

Não foi desta vez que o Tricolor das Laranjeiras saiu do anonimato internacional. Pois é, depois de uma virada histórica, superação digna de heróis espartanos, o Fluminense não resistiu ao cansaço físico e, principalmente, mental que culminou na triste derrota da equipe carioca nesta quarta-feira pela Copa Libertadores da América. Com a ajuda de 90 mil torcedores empurrando e acreditando no time, o Fluminense entrou em campo com o pensamento na vitória, e mesmo sofrendo o gol adversário no início da partida – gol esse que na minha opinião foi o verdadeiro vilão da história toda – buscou reverter o resultado e impedir uma consagração equatoriana dentro do Maracanã. Ao marcar os três gols do tricolor carioca ainda no início do segundo tempo, o meia Thiago Neves assumiu a responsabilidade do jogo, e deu vantagem ao Fluminense de ou administrar o resultado que levaria à prorrogação, ou melhor, com um único gol a mais, definir a conquista da Copa ainda na etapa final. Percebendo que o gol salvador não viria, o time da casa decidiu se fechar defensivamente e levar a disputa para mais 30 minutos. Escolha infeliz. Foram 30 minutos de agonia e desgaste para o time brasileiro, o mesmo tempo que serviu de sobrevida aos jogadores da Liga Deportiva Universitaria, já que esses, acostumados com o esforço físico em grandes altitudes, mostraram um preparo admiravelmente incansável.
festa da LDU na conquista do titulo inédito (AP Photo)

Campeões: festa da LDU na conquista do título inédito (AP Photo)

As cobranças das penalidades provaram isso. A resistência e concentração da Liga somadas ao nervosismo e despreparo do time fluminense, confirmaram o resultado final. LDU campeão da América. Méritos de uma equipe que desacreditada por todos, com garra, vontade e determinação provou que competência não precisa de favoritismo, e deixou claro que lugar de zebra é no zoológico.

Seria fácil dizer que o Fluminense mais uma vez deixou a peteca cair, que perdeu por incompetência dos jogadores que não souberam controlar a ansiedade, que não souberam ser decisivos quando mais era necessário. Culpar o treinador então, chega a ser uma prática inevitável por parte dos torcedores, críticos e “secadores”.  A verdade é que o Fluminense perdeu sim, mas sem dúvida perdeu com dignidade. Não se entregou, não se abateu e assim como sua torcida, não deixou de ter fé e tampouco deixou de acreditar que era possível. Sim, é difícil chegar para um torcedor e dizer “você perdeu com dignidade”, é difícil aceitar a derrota, muito menos o segundo lugar por mais amargo que ele seja, e ainda ter que aceitar piadinhas e chacotas. Fato é, ninguém gosta de perder, nem deve gostar. Saber ganhar é imprescindível, uma necessidade básica, mas saber perder é sinal de reconhecimento e humildade. Uma lição que o Fluminense está aprendendo e sabendo valorizar.

No fim o título, até então inédito para ambos times, foi para o Equador, que pela primeira vez tem um de seus times no alto escalão do futebol mundial. O Brasil com oito de seus times já consagrados nesta competição, padece há dois anos sem uma conquista. Em vista disso e das seqüentes más atuações da nossa Seleção, me pergunto… Será que o nosso futebol esqueceu como é “saber ganhar”?! Com sorte, espero que as Olímpiadas sirvam para calar a minha boca… :)

Recapitulando… Duelo de Campeões

Novembro 10, 2008 por Baby

Bom, para início de trabalhos por aqui, decidi recapitular, ou melhor, republicar posts antigos que eu tinha escrito no meu outro blog sobre alguns jogos importantes deste ano de 2008, que já está chegando ao seu fim… São só dois posts, mas que acho que valem a pena “reconferir”… ;)  

***

(23/05/2008)

Duelo entre Cristiano Ronaldo e Didier Drogba. Manchester tri da Liga dos Campeões

Duelo entre Cristiano Ronaldo e Didier Drogba. Manchester tri da Liga dos Campeões

Hoje é dia de falar sobre futebol. Madrugada de quinta para sexta, feriadinho básico, depois de curtir a novela das 8 que é às 9 e a Libertadores na TV, pensei, pq não escrever sobre o jogo mais comentado e visto da semana pelos amantes do esporte?! Na quarta, dia 21, aconteceu lá na raramente neutra Rússia, o belíssimo duelo entre os titãs ingleses Manchester United e Chelsea, na disputa final valendo o troféu de melhor time da Europa, justamente, claro, na melhor competição da Europa. Decerto, quem acompanha o futebol internacional sabe que as duas equipes são disparadas as melhores do mundo na atualidade, cada uma com seu elenco de craques de tirar o fôlego. Cristiano Ronaldo, Rooney, Carlitos Tevez e Anderson do lado vermelho, Drogba, Terry, Lampard e Ballack do lado azul, só para citar alguns. Juntando as duas numa única seleção, formaria-se um verdadeiro ‘dreamteam’ de qualquer treinador, clube ou torcedor do Planeta!

Pois bem, não podia se esperar outro espetáculo. Jogo disputado, bem articulado, jogadas perigosas de ataque de ambas equipes, chances incríveis desperdiçadas, atuações individuais importantes, equilíbrio total nos 120 minutos de partida (nota-se que a prorrogação está inclusa na soma).  Os gols do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar foram marcados por Cristiano Ronaldo pelo Manchester, e Frank Lampard, o melhor jogador em campo pelo Chelsea, na minha opinião. A cabeçada certeira e oportunista do (muy belo) português ao abrir o placar, só comprovou a sua competência como atacante, destacando ainda mais sua brihante temporada, além de garantir seu nome como candidato favorito ao prêmio de melhor do mundo no final deste ano. Nem mesmo o pênalti desperdiçado, que poderia ter lhe dado o papel de “vilão” de uma possível derrota do Manchester na decisória cobrança das penalidades, mudaria tal condição. Esse papel, na verdade, acabou pertencendo ao atacante Drogba, principal destaque do Chelsea, que em uma confusão ocasionada por uma falta, perdeu a cabeça, agrediu o adversário e acabou expulso de forma justa, por uma bobagem sem tamanho. Dizem os jornais ingleses, que se o jogador marfinense tivesse permanecido na partida, o ótimo porém “escorregadiço” zagueiro Terry, não teria sido escalado entre os cinco cobradores da equipe, portanto não teria errado o pênalti, ou seja, o Chelsea seria o campeão. Quanta neura! Quem adivinharia uma fatalidade dessas?!! Quando não é pra ser… Coisas do destino, ou melhor, coisas do futebol.

Uma pena até. Confesso que estava torcendo para o Chelsea faturar o trófeu no fim das contas. Por um lado, a caridade falava alto… Pensava, porque o Manchester, no alto de sua magnificência, precisa de um terceiro título, quando o Chelsea não tem um sequer?! Por outro lado, vejo um grande time, aguerrido, técnico, lindamente azul (hehe!), mas que por carma ou sina, nada até o finalzinho, e acaba sempre morrendo na beira da praia. Analogias à parte, toma-se como profecia já escrita a decisão do campeonato inglês, em que o confronto entre os mesmos adversários se repetiu, assim como o mesmo resultado final: Manchester campeão. O Chelsea que perdoe o Manchester, afinal este era pra ser o ano da equipe vermelha. O título continental no fim, ficou em casa mesmo. Portanto só posso exaltar a conquista merecida do grande vitorioso, ao mesmo tempo que enalteço o disputadíssimo duelo entre os times, verdadeiros campeões que em poucas horas de uma única e inesquecível apresentação, reafirmaram o futebol como o maior espetáculo da Terra. Só quem gosta, pode entender. 

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Em tempo, quero aproveitar também para saudar a heróica vitória do Fluminense sobre o São Paulo, em jogo que garantia vaga para a semifinal da Libertadores da América, Copa que consagra um dos melhores times latino-americanos do mundo, tão importante quanto a Liga dos Campeões (só que bem menos milionária, claro). No auge da minha simpatia pelos tricolores, parabenizo ambos por uma grande partida, emocionante até o final como só acontece no futebol brasileiro, conhecido exportador de talentos e importador de títulos. Apesar do consecutivo favoritismo irritante dos nossos hermanos do Boca Juniors, torço por uma importação carioca bem ao estilo (Renato) Gaúcho…

:)

Primeiro tempo…

Novembro 9, 2008 por Baby

Esportes

 
O blog Maria Chuteira é mais um dos muitos blogs escritos por mulheres que tem o objetivo de falar, discutir e opinar sobre os mais diversos assuntos do esporte nacional e internacional, sobretudo no que se refere o FUTEBOL, paixão unânime entre brasileiros e brasileiras. Como já dito na descrição do blog, aqui eu não tenho a intenção de falar tecnicamente sobre o assunto, muito menos bancar a feminista chata em um área predominantemente masculina. O que não quer dizer, que nós mulheres deste Brasilzão não tenhamos o direito e o dever da voz ativa, ou simplesmente gostarmos do esporte. Verdade é, numa visão geral, ainda são poucas as mulheres que tem interesse por futebol e até mesmo por outras modalidades do mundo esportivo. Um tabu que vem sendo quebrado nesta virada de século, já que hoje são muitas as que entendem e se sentem no direito de falar, com muita propriedade, sobre o assunto.

Futebol

 
A minha relação com o futebol e demais esportes, principalmente os coletivos – como o handebol, basquete e o vôlei – é bastante longa. Pratico esportes desde os sete anos de idade, participei de todos os campeonatos possíveis na época de escola, e até hoje acredito que ainda sou conhecida como a “menina que jogava de tudo”. O futebol sempre foi ator principal nesta história, uma história oriunda de uma família de apaixonados pelo esporte. Diferente de quase todas as crianças que acabam sendo influenciadas pelo pai a gostar de futebol, foi da minha mãe que veio a grande inspiração. Porém, a ovelha se desgarrou do bando, e acabou se tornando negra, ou melhor azul, já que entre quatro colorados, sou a única gremista convicta. Tem gente que diz que foi só para contrariar, já eu acredito em inspiração divina (hehe). Apesar da rivalidade, tenho muito respeito pelos companheiros vermelhos, o que necessariamente não me garante a simpatia deles, o que também, no fim das contas, não é o fim do mundo pra mim.

Hoje, como mais uma futura jornalista esportiva do Brasil, neste espaço pretendo falar de tudo e de todos, sem discriminação de times, sem julgamento de preferências, apesar de não me isentar delas. E espero que de alguma forma este blog ajude a influenciar outras mulheres e meninas a também abrirem seu espaço para falar sobre aquilo que elas mais gostam, independente do que os outros pensem e digam, independente se entendem ou simplesmente gostam daquilo que escrevem. Ah, e para os homens que ainda acham que mulher não tem vez no futebol, bom, nunca é tarde para mudança de pensamento. O blog tá aqui pra isso.

Maria Chuteira, porque futebol também é coisa de mulher!!! :)